sábado, 6 de novembro de 2010

Olho pro lado. A moça é de meia idade, negra e gorda, muito gorda. Ela recebe a prova e começa a folheá-la, olhando as questões através dos óculos, com o nariz em pé e cara de conteúdo, passando as páginas com um ar onisciência. Chega a ler algumas e logo deixa a prova de lado, cruza os braços e começa a olhar pra tudo, menos pra prova. Olha pros fiscais, pros candidatos, lá pra fora, pras paredes, pro teto e pro chão. E, como num estalar de dedos, ela já sabe a resposta pra tudo. Cata o cartão-resposta, preenche-o, entrega ao fiscal e vai embora. Tudo isso em menos de duas horas.

Poxa vida.

Me senti mal com isso. Estudei o ano inteiro e demoro quatro horas e meia e quase não dá tempo de fazer tudo. Às vezes eu queria ser inteligente como ela, quanto essas pessoas que conseguem fazer noventa questões como se fossem nove.
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era tanta gente burra num lugar só que eu não sabia se devia ficar triste ou feliz.

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