domingo, 20 de novembro de 2011

A inspiração nunca mais veio. Sinto falta de escrever.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

"- É uma tolice. Mentir é sempre uma tolice.

- Não: mentir é uma política. Política que eu aprovo, porque visa a tudo suprimir. Ah! Que bom governador temos nós! Se seu orçamento está deficitário, se sua esposa é adúltera, ele anula o déficit e nega o adultério. Cornos, vossas mulheres são fiéis; paralíticos, podeis andar; e vós, cegos, olhai: é a hora da verdade!"

segunda-feira, 11 de abril de 2011

sábado, 2 de abril de 2011

"Oa Oa, amor, vida boa"

Tempestade vai e vem
Vai firme no leme marinheiro
Ela me quer e eu já não choro mais
Vou correr o mundo inteiro
Me dá um beijo, que o beijo é uma reza pro marujo que se preza

Oa oa balanço do mar
Oa oa amor vida boa
Oa oa vento da vela
Oa oa me leva pra ela

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Faculdade rima com liberdade. E quanta. Não tem mais obrigação, cobrança nem nada. É tudo por conta de cada um: se vira que a sua vida é sua e ninguém tem nada com isso. Aula? Só se quiser. Quando não tá a fim sai pra beber com o pessoal e fica por isso mesmo. Ninguém vai impedir, ninguém vai dar a mínima: o que tem de melhor. Não precisa dar satisfação a ninguém e não tem quem se importe com isso. Vestibular? Já passou, já era. Preocupação pra nunca mais.

Não, não estou fazendo aqui nenhum estardalhaço sem-noção exaltando a falta de responsabilidade e desleixo com os estudos. Não me deixo iludir achando que essa liberdade toda não precisa ser administrada com sabedoria. Aliás, não sou desses jovenzinhos acéfalos com tesão descontrolado por ter recém-descoberto a vida universitária. Sei me controlar muito bem, obrigado. Tenho plena consciência de que tenho que estudar, e muito, mas nada me impede de fazer o que der na telha.

Não devo nada a ninguém e estou por conta própria, melhor impossível.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Cabo de São Tomé


Oitocentos quilômetros de estrada num dia só. Quando se vai ao Cabo de São Tomé tudo parece mais agradável e por todo lado ao longo do caminho se vê mato, monte e céu, até que de súbito passam as últimas elevações e se dá de face com todo aquele mar, azul, imenso, deitando até o horizonte. Nele há pontinhos pretos, barcos de pescadores lá longe. Na praia, barcos entrando e saindo d'água e algumas poucas pessoas observam o movimento dos quiosques sobre o quebra-mar. Tomam café pingado e semicerram os olhos por causa do sol que castiga suas vistas e também as costas nuas dos pontinhos pescadores descarregando toneladas de camarão. A vida vai tranquila lá embaixo, apesar do árduo trabalho, todos parecem contentes. Afinal, trata-se de gente simples, de alegrias e de prazeres simples.

Na volta, mais estrada. O vento resolve me agraciar com o cheiro adocicado da vida bucólica. Apenas vejo ao longe o horizonte se misturando ora ao mar, ora ao mato. E o sol vai se pondo de mansinho até que de repente já sumiu por trás das montanhas sem avisar, deixando para trás um céu azul, laranja e rosa, ao qual a lua já diz olá. Pouco depois, ao olhar pra cima, percebo um sem-número de estrelas pontilhando a escuridão celeste. Então o vento me chega ao rosto outra vez, trazendo consigo o pensamento de que nada mais é necessário, não hoje, não agora. Tudo o que preciso é disso, desta sensação de calma, deste frescor revigorante que me lembra por que viver é tão bom.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Almoço em família

- Mário, quando é que você vai arrumar uma namorada?
- Meu filho, você está crescendo. Vovó está orando pra isso.
- Mário, por que você está tão emburrado?
- Me diz uma coisa, Mário, você é bicha? Você gosta de homem?
- Por que você não come salada, meu filho?
- Você não vai viver de ter passado no vestibular pra sempre.
- Você ainda nem começou a viver, Mário, você acha que sabe alguma coisa da vida?