Hoje lembrei de uma jovem moça que se declarou para mim. Não cheguei a responder direito, só disse algumas frases que a deixaram confusa.
A verdade é que sinto preguiça dessas coisas. Relacionamentos, sentimentos, amor, compromisso, problemas conjugais, etcetera e tal. Penso em tudo isso, e então o que me toma é indiferença, porque sinto tédio ao lembrar que ela há de me cobrar a atenção que não tenho e tampouco faço esforço para ter; aquilo não me interessa.
Sim, o sexo é bom, talvez o lado compensador depois de tantos reveses de um casal. Mas o tempo dedicado a algo assim é o que não estou disposto a gastar, por mais intenso que seja o orgasmo. Portanto sinto mais prazer em sentar-me só à cadeira de um café qualquer sem fazer nada, apenas olhando ao redor, para as pessoas que passam por aí ou para a baía. As tardes passam, as noites chegam de uma hora pra outra e com elas algumas luzes se acendem.
Outro dia vai assim, e não há necessidade de mais nada. Basta, penso comigo, me dedicar a viver o tempo que resta em toda a sua extensão, em liberdade e sem qualquer maior ocupação. Por vezes coloco-me a admirar a fumaça que sobe desse cigarro ou leio um livrou ou outro e é tudo; chega.
O fato é que não consigo mais amar por questão de achar tudo demasiadamente monótono, tedioso, e também por se tratar sempre da mesma história; "eu te amo", gemidos e noites agitadas, "vamos casar", "você não me ama", "você tem outra", "adeus", "me perdoa", "eu te amo"... E tudo se repete.
Suspiro de pena ao sentir o cansaço de todos os que passam por isso. Levo bem a vida entregue a mim mesmo, aos livros e aos meus pensamentos soltos, e por vezes sem finalidade, indo desvairados por qualquer reflexão fútil.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
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Oi, Mário! Interessante o seu blog. Bonito e bom de ler. Continue a escrever!
ResponderExcluirAbraço!
Ainda bem que você não pensa assim..
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