Hoje foi um desses dias que passam sem eu perceber. O tempo inteiro no mesmo lugar, com o pensamento nas mesmas coisas, fora de tudo. É assustador esse êxito em me desligar do mundo e me concentrar em abstrações que não condizem com nada, que não fazem qualquer sentido. É assustadora, também, a idéia de não ter pensado tanto na vida, de não ter sonhado tanto quanto costumo. E esse insupotável sentimendo de ser um robô, de ser um covarde por só ter olhado pra baixo, pra esses papéis o dia inteiro. O que tem de errado? Eu sei, mas não quero ver, não quero suportar a verdade sobre mim mesmo; as mentiras já são um fardo demasiadamente incômodo. Passar horas a fio, perder as horas diante disso não faz bem, só esvazia de vida, de tudo. Tudo começa a pesar demais, a nausear. Fico tonto, as coisas só giram e giram e giram. Tenho enjôo, sinto essa vontade incontrolável de vomitar, meu estômago se embrulha e parece sumir.
A esperança de alívio já se tornou vaga. Será que vai ser sempre assim? Porque se for, não sei se quero continuar.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Eu devia estudar
química. Tem prova sábado e eu não sei nada de nada, mas não consigo me concentrar.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
domingo, 1 de agosto de 2010
As "férias" de julho são uma das maiores enganações já inventadas. Duas semanas não dá tempo pra nada. Não quero voltar à escola. Não quero ter provas todo sábado. Não quero ter aulas o dia inteiro e deixar de viver mais um semestre por causa delas. Não quero estudar desesperadamente sem objetivo nenhum. Não quero, não quero, não quero.
Sei lá, acho que ninguém realmente faz idéia de como eu estou triste e irritado por ter que começar tudo de novo amanhã. Estou pensando seriamente em não dar mais a mínima e arrastar a bunda até o final. Não aguento mais, mesmo.
O fato é que minha vida vai se tornar uma merda de novo a partir de amanhã.
Nessas horas me pergunto por onde andarão meus padrinhos mágicos.
Sei lá, acho que ninguém realmente faz idéia de como eu estou triste e irritado por ter que começar tudo de novo amanhã. Estou pensando seriamente em não dar mais a mínima e arrastar a bunda até o final. Não aguento mais, mesmo.
O fato é que minha vida vai se tornar uma merda de novo a partir de amanhã.
Nessas horas me pergunto por onde andarão meus padrinhos mágicos.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
As férias já estão pra acabar e eu realmente não consigo conceber a idéia de ter que acordar às seis da manhã de novo. Mas acho que só de ter ficado um tempo fora da escola já valeu. Afinal, isso é melhor que nada, né?
Descobri que não consegui fazer tudo o que queria, mas mesmo assim foi ótimo. Conhecer gente nova, fazer amigos, ir ao clube, ficar no píer, escrever uma carta, entregá-la, morrer de vergonha, ficar feliz depois disso, ir à praia, ser entendido e entender alguém de um jeito que eu não achava que fosse possível...
Me sinto feliz, apesar de tudo, me sinto bem, e acho que isso é o suficiente.
Descobri que não consegui fazer tudo o que queria, mas mesmo assim foi ótimo. Conhecer gente nova, fazer amigos, ir ao clube, ficar no píer, escrever uma carta, entregá-la, morrer de vergonha, ficar feliz depois disso, ir à praia, ser entendido e entender alguém de um jeito que eu não achava que fosse possível...
Me sinto feliz, apesar de tudo, me sinto bem, e acho que isso é o suficiente.
domingo, 18 de julho de 2010
Férias, enfim.
Ando notando como os sentimentos são interessantes. É engraçado pensar em como as coisas mudam, evoluem.
A vida vai bem, fora a escola. Menos de seis meses e acabou: liberdade. Ou não, vai saber.
Tenho uma carta pra entregar, mas tenho que reescrevê-la. Minha destinatária já anda irritada, cobrando todo santo dia, mas não sei pra quê. Ela já sabe o que tá escrito. Calma, Juju, um dia você vai ler, prometo.
Ouço Philip Glass no momento. Lembra do blog antigo e dá vontade de voltar a escrever nele. Pena (?) que não tenho mais escrito naquele estilo. Ou por preguiça ou por a fonte ter secado mesmo, não sei bem.
Enfim. Vou levando a vida, ou arrastando-a - torto no meu canto; nem sei por que ainda escrevo isso -, talvez por ser gauche feito Drummond.
Às vezes é bom escrever qualquer coisa nesse blog, só pra tirar um pouco de tudo que tem aqui dentro querendo sair mas não tenho tempo de colocar em palavras.
Agora vou-me.
PS: Agradeço à fiel leitura do meu leitor mais assíduo, o senhor José Méugnin, a quem sou muito grato pelo apoio e incentivo.
Ando notando como os sentimentos são interessantes. É engraçado pensar em como as coisas mudam, evoluem.
A vida vai bem, fora a escola. Menos de seis meses e acabou: liberdade. Ou não, vai saber.
Tenho uma carta pra entregar, mas tenho que reescrevê-la. Minha destinatária já anda irritada, cobrando todo santo dia, mas não sei pra quê. Ela já sabe o que tá escrito. Calma, Juju, um dia você vai ler, prometo.
Ouço Philip Glass no momento. Lembra do blog antigo e dá vontade de voltar a escrever nele. Pena (?) que não tenho mais escrito naquele estilo. Ou por preguiça ou por a fonte ter secado mesmo, não sei bem.
Enfim. Vou levando a vida, ou arrastando-a - torto no meu canto; nem sei por que ainda escrevo isso -, talvez por ser gauche feito Drummond.
Às vezes é bom escrever qualquer coisa nesse blog, só pra tirar um pouco de tudo que tem aqui dentro querendo sair mas não tenho tempo de colocar em palavras.
Agora vou-me.
PS: Agradeço à fiel leitura do meu leitor mais assíduo, o senhor José Méugnin, a quem sou muito grato pelo apoio e incentivo.
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