Hoje foi um desses dias que passam sem eu perceber. O tempo inteiro no mesmo lugar, com o pensamento nas mesmas coisas, fora de tudo. É assustador esse êxito em me desligar do mundo e me concentrar em abstrações que não condizem com nada, que não fazem qualquer sentido. É assustadora, também, a idéia de não ter pensado tanto na vida, de não ter sonhado tanto quanto costumo. E esse insupotável sentimendo de ser um robô, de ser um covarde por só ter olhado pra baixo, pra esses papéis o dia inteiro. O que tem de errado? Eu sei, mas não quero ver, não quero suportar a verdade sobre mim mesmo; as mentiras já são um fardo demasiadamente incômodo. Passar horas a fio, perder as horas diante disso não faz bem, só esvazia de vida, de tudo. Tudo começa a pesar demais, a nausear. Fico tonto, as coisas só giram e giram e giram. Tenho enjôo, sinto essa vontade incontrolável de vomitar, meu estômago se embrulha e parece sumir.
A esperança de alívio já se tornou vaga. Será que vai ser sempre assim? Porque se for, não sei se quero continuar.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
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automático é uma maneira de levar aquilo que já ficou presumidamente fácil.
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